quarta-feira, 24 de julho de 2013

Ética não se ensina na escola


A frase-título desta entrevista certamente provoca reflexão. E, sem dúvida, essa é uma característica marcante do psicanalista italiano, radicado no Brasil, Contardo Calligaris. Doutor em psicologia clínica, colunista de jornal e escritor, Calligaris dedica-se especialmente às questões da adolescência – fase da vida que dá nome a um de seus livros mais lidos e estudados -, justamente por considerá-la uma das mais potentes fontes de energia da atualidade.
Ética e sustentabilidade na educação de jovens e adolescentes foram temas da entrevista concedida à Ideia Sustentável, durante evento para educadores em São Paulo.
Ideia Sustentável – Na sua opinião, a educação de jovens e adolescentes tem levado em conta as questões de sustentabilidade?
Contardo Calligaris – Em algumas escolas que conheço – porque visitei, inclusive como palestrante, ou pelo contato com os pais – acho que no mínimo existe essa ambição. Mesmo no ensino público (sem generalizar), vejo que existe a preocupação de sensibilizar essa população – falo de até 12 anos, do Ensino Médio e até alunos menores – com a questão da sustentabilidade. Uma coisa que era totalmente fora do campo de interesse de uma criança da minha geração.
Lembro-me do primeiro Relatório do Clube de Roma (publicado em 1972 e intitulado de Os Limites do Crescimento, tornou-se o primeiro documento de repercussão sobre o tema entre cientistas e governantes. Também conhecido como Relatório Meadows, o estudo propunha crescimento econômico zero e influenciou, de maneira decisiva, o debate na Conferência de Estocolmo, realizada no mesmo ano, quando surgiu a primeira definição do termo sustentabilidade) – que, aliás, era excessivamente alarmista, porque carregava no tom de que o mundo iria acabar logo. Isso era recebido, no fundo, com uma certa dose de ceticismo. E, realmente, não entrava no currículo escolar de nenhuma maneira. Isso sensivelmente mudou. Você deve ter constatado uma enorme quantidade de crianças pequenas que são capazes, por exemplo, inclusive de fazer observações aos pais sobre condutas antiecológicas de qualquer tipo. Na minha época, no máximo, alguém poderia dizer: “Vamos apagar a luz porque não somos sócios da Light!” Mas, hoje, a preocupação existe porque a energia é questão de preservação do planeta.

Fonte: Portal Ideias Sustentáveis

A nova linguagem da sustentabilidade

Por John Elkington
Criador do conceito de triple bottom line e novo articulista de Ideia Sustentável, John Elkington escreve sobre educação e sustentabilidade
Um número crescente de pessoas no mundo dos negócios vem aprendendo a utilizar a nova linguagem e os conceitos da sustentabilidade. Enquanto alguns incorporam rapidamente, outros se complicam. Nesse sentido, uma pessoa que sabe exatamente o que está dizendo é Peter Bakker, presidente do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). Da maneira como o faz, ele consegue envolver mesmo as pessoas mais comuns do mundo corporativo.
“Comprar um Porsche é uma emoção” – eu o ouvi dizer recentemente. “Mas não chega a ser comparável à compra de seu primeiro Boeing 747” – algo que ele realizou enquanto CEO da empresa de logística TNT. O problema com o 747, porém, é sua enorme pegada de carbono, algo que Bakker só foi descobrir mais tarde. Ele contou essa história enquanto falava noworkshop interno que coorganizamos na sede da gigante companhia alimentícia Nestlé, em Vevey, na Suíça. O objetivo autodeclarado de Bakker era transformar o público no que chamou de “revolucionários do mercado”.
O WBCSD publicou seu ambicioso estudo Visão 2050, há alguns anos. Reconhecendo-se tanto a importância de sua agenda flexível como as dificuldades em levá-lo para o mainstream – ocentro dos debates -, um dos primeiros atos de Bakker, ao assumir a organização, foi iniciar os trabalhos para se criar uma versão mais atualizada e melhorada do estudo.
O objetivo é claro: chegar aos nove bilhões de pessoas no mundo, até meados do século – todas vivendo bem -, dentro dos limites planetários. Contudo, pressões de curto prazo, agravadas pela crise atual, conspiraram para atrasar o rumo do progresso. Esses desafios foram destacados na última rodada da pesquisa Riscos Globais, do Fórum Econômico Mundial.
Fonte: Portal Ideia Sustentável

terça-feira, 16 de julho de 2013

Por que a Sustentabilidade?

a magia do simples

Venho estudando o universo da sustentabilidade a pouco mais de 5 anos, e neste mundo cheio de descobertas e mistérios conheci muita gente interessante, apaixonada pelo tema e com grande sabedoria sobre este tema tão falado e pouco explicado.
Às vezes quando escuto falar em “triple boton line” os pilares da sustentabilidade, em minha mente vejo uma mesa redonda de três pés, tentando concluir que, se tivermos um peso maior em um dos lados, podemos imaginar que esta mesa cairá e vai levar tudo que está em cima...
Me perdoe os entendidos, mas para mim esta é minha visão, pois quando falamos em uma economia, cidade ou sociedade sustentável, imaginamos em um lado socialmente igual que leva a uma distribuição de renda justa e que haja um respeito ao meio ambiente, mas falar isto em um capitalismo selvagem, é quase falar aos jovens dos anos 80 que não poderia escutar “Legião Urbana”! já que esta banda inspirou toda uma juventude...
Assim, como faremos para resolver esta questão?!!! Iremos tentar impor uma nova forma de sociedade a esta altura do campeonato, visto que este time “capitalismo” está perdendo feio no torneio, ou iremos criar uma forma de adaptação deste novo modelo?!!! Mas como apresentar este novo modelo de economia, sem agredir ou mesmo transgredir as normas de um sistema consolidado e impregnado em nossa sociedade?
A resposta é simples, com a Sustentabilidade... precisamos não mais discutir, inventar ou transformar conceitos, precisamos sim aplicá-los e mostrá-los de forma simples, racional e rentável... Mas como falar em “rentabilidade” em um processo em que pensamos num tripé sócio-econômico-ambiental, pois, o social não dá lucro! O meio ambiente muito menos, e uma economia que vive de braços dados com estes pilares não deveria pensar em lucro, porém mais uma vez, a sustentabilidade nos surpreende e nos mostra que é possível ter lucro e que este lucro é muito bem aceito pela nossa sociedade.
Desta forma, posso dizer que, teremos uma missão muito árdua e longa, no entanto, contar com a participação de pessoas que entendem e compreendem a sustentabilidade me dá a certeza que teremos muito sucesso, pois quando amamos e nos dedicamos a uma causa, esta se torna um senso comum e fica mais próximo da sua realização.

Simone Siquieroli
Stakholder em Sustentabilidade
Gestora em Projetos
Presidente do Instituto Victorio Siquieroli


terça-feira, 25 de junho de 2013

Instituto Victório Siquieroli em Ação


Ecoponto está com mais que o dobro da capacidade de armazenar pneus descartados


O barracão do Ecoponto, no Distrito Industrial, zona norte de Uberlândia, destinado a receber os pneus descartados, está com 82 mil unidades, mais que o dobro de sua capacidade, que é de 40 mil. Por causa disso, os pneus ficam na área externa do pátio, causando gastos extras com a manutenção que deve ser feita semanalmente.

Leia mais neste link do Jornal Correio

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Vivienne Westwood cria uniformes sustentáveis para aeromoças da Virgi


A estilista britânica Vivienne Westwood desenhou os novos uniformes para a tripulação da Virgin Atlantic com foco nos materiais sustentáveis.
Entre os tecidos escolhidos está o poliéster feito a partir de garrafas plásticas. As malas que acompanham os trajes de voo foram criadas por meio de peças descartadas em couro e antigos avisos de estradas, em trabalho feito em parceria com o projeto Ethical Fashion Programme, que beneficia artesãos no Haiti.
"Estou procurando tecidos que são mais amigáveis com o meio-ambiente do que outros", explicou Vivienne em vídeo divulgado pela companhia.
A cor escolhida para os looks femininos é o tradicional vermelho da companhia aérea, enquanto que os homens usarão costume preto. As peças serão lançadas em julho deste ano e aos poucos serão incorporadas ao vestuário dos mais de sete mil funcionários a bordo de aviões da empresa.

A Virgin trocou seus uniformes apenas três outras vezes desde a criação da companhia há 30 anos.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Mães da APAE recebem palestra sobre sustentabilidade doméstica

Dia 25/04 foi um dia muito especial para as mães da APAE Uberlândia e principalmente para Simone Siquieroli. A palestra ficou mais para um bate papo, porque mães e filhos que frequentam a APAE participaram ativamente sobre sustentabilidade no lar. Parabéns Mirelle, Cida, colaboradoras, mães e filhos, pela receptividade e interação. 























sexta-feira, 5 de abril de 2013

Gentileza gera gentileza!



Xuxa diz que sustentabilidade está em crianças porque adultos "estão estragados"


Felipe Martins
Do UOL, no Rio de Janeiro

Crianças de todo o país poderão apresentar sugestões para contribuir para o desenvolvimento sustentável em nova plataforma digital lançada pela apresentadora Xuxa Meneghel ao lado da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em evento no Jardim Botânico, zona sul do Rio, nesta sexta-feira (22). Para a apresentadora, é preciso focar nas crianças, porque os adultos já estão estragados.

"Às vezes minha filha me chama a atenção porque eu esqueço a bica aberta quando escovo os dentes. Mas não adianta reclamar, a gente já está tudo estragado. A mudança tem que partir de vocês [referindo-se às crianças]".

A plataforma digital Rede + Criança conta com a parceria de uma empresa de telecomunicações para proporcionar a crianças de diferentes regiões, como aldeias indígenas, a possibilidade de participar do projeto propondo ações onde moram.  Ao final do evento, Xuxa disse acreditar no poder das crianças para mudar o destino do planeta.

"Tá na mão deles. A rede coloca ao alcance a possibilidade de conversar entre eles, falar sobre o problema de cada lugar diferente. Cada lugar tem a sua dificuldade. Com a internet, eles vão poder conversar, se conhecer, e o mais importante, falar sobre solução. A solução está muito mais próxima do que a gente imagina, e está na mão deles, com certeza".

A ministra Izabella Teixeira disse ter ficado "profundamente emocionada" com a iniciativa da fundação de Xuxa e que pretende acompanhar as discussões na plataforma digital.

"É uma iniciativa sensacional de proporcionar o diálogo das crianças diretamente com a gente. As crianças vão indagar, questionar e nós vamos ter que responder. Esse projeto é importante porque está embutido nele a preocupação com um planeta melhor" disse a ministra.

"Eu sou fascinada por esse projeto porque traz na visão das crianças as questões globais que unem os povos. Não somente os problemas, mas também as oportunidades traduzidas num compromisso com essas crianças", completou Teixeira.

As crianças Stefani Lobo, de Cabo Frio (RJ) e Maferson Pezzenato, de Pontão (RS) apresentaram a plataforma à plateia formada em maioria também por crianças de diferentes Estados. A promoção da integração entre as crianças de diferentes cantos do país é o principal objetivo do projeto, segundo a coordenadora do Programa de Redes e Incidência Política da Fundação Xuxa Meneghel, Ana Paula Rodrigues.

"Promover a participação infantil é um dos princípios do trabalho da fundação. Ao abrir espaço para que as crianças opinem, garantimos um direito fundamental. Elas são mais do que uma promessa de futuro, estão presentes e querem participar das iniciativas de sustentabilidade desde já." A plataforma está disponível no site da Fundação Xuxa Meneghel.

"As crianças precisam de voz. As crianças precisam ser ouvidas e lidas", disse ainda a apresentadora sobre a importância do lançamento da plataforma.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente

segunda-feira, 11 de março de 2013

Entulhos podem gerar cerca de R$ 26 bilhões por ano


Materiais podem ser usados na pavimentação de ruas e avenidas


Por Gisele Eberspacher às 9h11 de 29/01/2013

Entulhos da construção civil e da demolição são matérias primas importantes e de qualidade para a pavimentação de ruas e avenidas, entre outros espaços e vias. Pisos e pavimentos fabricados a partir do reaproveitamento desses resíduos permitem a drenagem do solo e evitam que milhares de toneladas sejam descartados diariamente no meio ambiente e em aterros.

Segundo a Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), no Brasil são recolhidas oficialmente por ano cerca de 33 milhões de toneladas de entulho – material suficiente para construir quase 500 mil casas populares de 50 metros quadrados cada. Levando em consideração o preço do Custo Unitário Básico (CUB) médio brasileiro da construção em outubro de 2012 (R$ 1.001,47), são cerca de R$ 26 bilhões. Este valor pode ser ainda mais alto, já que a própria Abrecon admite que a quantidade descartada é muito maior que a oficial.

Na Europa e Estados Unidos os produtos da indústria de pavimento ecológico já são amplamente utilizados e esse segmento é consolidado no mercado. Os blocos de concreto reciclados estão se tornando opção no Brasil para obras de prefeituras e condomínios, entre outros. O pavimento ecológico significa economia de recursos naturais e, também, econômicos. Custa menos do que o pavimento convencional.
Para interessados em empreender nesse segmento, o Sebrae editou a cartilha Indústria de Pavimento Ecológico, integrante da série Ideias de Negócios Sustentáveis.
Para acessá-la, basta acessar o site www.sustentabilidade.sebrae.com.br

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Como implantar coleta seletiva em casa e no trabalho


Data: 20/02/2013 11:57

Por: Redação TN / EcoD

A coleta seletiva pode resolver parte dos problemas relacionados aos resíduos sólidos, apresentando benefícios ambientais, sociais e econômicos para o Brasil. Apesar disso, segundo a associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), apenas cerca de 8% das cidades brasileiras realizam coletas seletivas. A mobilização da população pode ser bem maior do que se imagina e pode começar em casa, além do trabalho. Veja o que é possivel fazer, a partir de porcedimentos simples e de baixo custo.

1. Preparar e mobilizar o condomínio para a coleta: seja empresarial ou residencial. Uma comissão deve ser escolhida para coordenar as ações em um condomínio. É importante o decreto de uma comissão responsável pelas atividades. Essas pessoas deverão cuidar de  decisões, tais como:

- Como a separação dos resíduos será feita? Uma boa opção é a distribuição de sacos com cores diferentes para materiais recicláveis. A decisão evita confusões na hora de retirar o material;

- Os funcionários do condomínio irão retirar o material reciclado dos apartamentos/estabelecimentos ou haverá uma lixeira grande, separada por tipo de resíduo? Neste caso, o custo para a compra do recipiente deve ser levado em consideração;

- Onde o lixo reciclável vai ser acondicionado até ser coletado e quem irá retirar a coleta seletiva do condomínio? Seja a própria prefeitura, uma ONG, cooperativas ou catadores, o importante é que haja compromisso na coleta dos recicláveis.

2. Conscientização dos condôminos

Após tomar as primeiras decisões, sensibilizar toda população local é o mais importante. Palestras, reuniões e cartazes devem fazer parte da ação. Cartazes educativos e de incentivo à coleta seletiva devem ser mantidos por, pelo menos, três meses.

3. Orientação para que a coleta seja correta

Campanhas internas frequentes também podem ser um boa pedida. Os condôminos devem ser orientados acerca de como realizar a coleta seletiva de forma certa, reconhecendo a destinação de cada material, de recicláveis a orgânicos. Tire suas dúvidas sobre reciclagem.

Saiba como descartar:

- Papel, metal, vidro e plástico;

- Lâmpadas;

- Lixo Eletrônico;

- Óleo de Cozinha;

- Orgânicos;

- Pneus;

- Remédios.

4. Destinação que será dada ao material reciclado

Saber a destinação que será dada ao material reciclado é fundamental. É bom procurar saber se, em sua cidade, a prefeitura oferece algum tipo de coleta seletiva. Caso não haja, procure uma cooperativa ou uma ONG. Encontre postos de coleta seletiva em todo o Brasil. O ideal é que os resíduos sejam recolhidos de uma a duas vezes por semana, dependendo do tamanho do condomínio. Escolha trabalhar com uma cooperativa que apresente CNPJ.


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ministério do Turismo lança o Turismo Sustentável com o Passaporte Verde



Entrevista com Isabel Barnasque - Coordenadora Geral de Informação Institucional do Ministério do Turismo

Rosa: Olá. Está começando mais um Painel Brasil, e eu recebo Isabel Barnasque. Ela é Coordenadora Geral de Informação Institucional do Ministério do Turismo. Nós vamos falar sobre o Passaporte Verde. O Governo Federal lançou uma campanha de incentivo ao turismo sustentável. Junto com ela, publicou o guia prático Passaporte Verde, em parceria com o programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA, que já havia elaborado algo semelhante na França e que, hoje, já é aplicado em 20 Nações. Tudo bem, Isabel?

Isabel: Tudo bem.

Rosa: Bom, a nossa primeira pergunta é: o que é o Passaporte Verde?

Isabel: Na verdade, o Passaporte Verde é parte de uma iniciativa da Força Tarefa Internacional para Turismo Sustentável, que iniciou na França, como tu já dissestes. Ele é uma campanha, na verdade, que visa a estimular a reflexão sobre o turismo consciente. É basicamente isso. Então, a gente tem o hot site, tem uma cartilha com dicas, com orientações.

Leia mais neste link e veja a entrevista em vídeo



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Plano Nacional de Recursos Hídricos

São Jorge - Alto Paraíso de Goiás - GO - Foto: David Rocha
Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), estabelecido pela Lei nº 9.433/97, é um dos instrumentos que orienta a gestão das águas no Brasil. O conjunto de diretrizes, metas e programas que constituem o PNRH foi construído em amplo processo de mobilização e participação social. O documento final foi aprovado pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) em 30 de janeiro de 2006.


O objetivo geral do Plano é "estabelecer um pacto nacional para a definição de diretrizes e políticas públicas voltadas para a melhoria da oferta de água, em quantidade e qualidade, gerenciando as demandas e considerando ser a água um elemento estruturante para a implementação das políticas setoriais, sob a ótica do desenvolvimento sustentável e da inclusão social". Os objetivos específicos são assegurar: “1) a melhoria das disponibilidades hídricas, superficiais e subterrâneas, em qualidade e quantidade; 2) a redução dos conflitos reais e potenciais de uso da água, bem como dos eventos hidrológicos críticos e 3) a percepção da conservação da água como valor socioambiental relevante”.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente.

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Aterros de pequeno porte são alternativa viável para descarte de cerca de 40% do lixo no país


Cidades com menos de 30 mil habitantes concentram uma população estimada em 60 milhões de pessoas, que enviam seus resíduos, na grande maioria dos casos, para os lixões, que são a opção menos ecologicamente correta na hora de se livrar do lixo

Baixo custo de instalação, com danos ambientais dentro dos limites aceitáveis. Essas são as razões pelas quais os aterros sanitários de pequeno porte, com capacidade de receber até 10 toneladas de lixo por dia, tornaram-se opções para resolver o problema causado pela destinação incorreta de resíduos sólidos nas cidades com menos de 30 mil habitantes, de acordo com uma pesquisa desenvolvida para uma tese de doutorado pela USP (Universidade de São Paulo).

Com investimentos significativamente mais baratos – na casa dos R$ 5 milhões, contra R$ 52 milhões de um aterro sanitário com capacidade de receber 100 toneladas de lixo por dia, – esses aterros possuem capacidade reduzida, precisam de menos burocracia para terem a construção liberada e, segundo a pesquisa, não alteram o meio ambiente.


Eduardo Schiavoni
Do UOL, em Campinas 08/02/201317h20

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O que é ISO 14.000

Com o desenvolvimento da indústria e economia, o impacto ambiental começou a tornar-se um problema para o mundo. Com a questão ambiental como preocupação a ISO (International Organization for Standardization – Organização Internacional de Padronização) criou o certificado 14000. O ISO 14000 estabelece normas sobre a área de gestão ambiental dentro das empresas. A empresa precisa seguir uma série de diretrizes para obter o certificado.
Entre elas comprometer-se com as normas, treinar coordenadores, divulgar a nova política ambiental, definir impactos causados pela mesma, dar palestras para os funcionários, elaborar manuais de gerenciamento ambiental, implantar ações corretivas etc. Tendo o sistema de gerenciamento ambiental da empresa aprovado pela auditoria a empresa continua sendo auditada periodicamente por uma organização certificadora para a manutenção do ISO 14000.

 O principal benefício do ISO 14000 é a diminuição do impacto ambiental e a padronização de ações ambientais para evitar abusos. Segundo o último relatório da organização WWF (World Wide Fund for Nature) o homem utiliza 20% mais recursos do que a natureza é capaz de repor sozinha. Apesar do número de empresas tentando se adequar as normas ambientais a degradação do meio ambiente continua crescendo rapidamente. Podemos assim afirmar que este selo/certificação é mais um passo a caminho da sustentabilidade ambiental.

 Para a empresa existem benefícios como evitar o desperdício de recursos naturais, reduzir custos com tratamento de efluentes, obter reconhecimento dos clientes pela consciência ambiental, entre outros. O cliente passa a confiar mais no produto pela prioridade que a empresa dá aos recursos ambientais. No Brasil o INMETRO é responsável pela certificação e fiscalização. Segundo o mesmo, no Brasil existem 240 empresas que possuem a certificação.

E a procura pela adequação continua crescendo. Com a valorização e popularização do ISO 14000 as empresas tendem a criar uma consciência ambiental cada vez maior, uma vez que a população passa a cobrar uma postura da mesma para viver uma vida melhor.

 Fonte: http://www.atitudessustentaveis.com.br/conscientizacao/consciencia-ambiental-e-o-iso-14000/